(Caco Ishak/Gustavo Godinho)
get back, quase acreditei
quando tu disse que tá bem
não tem nem que entender
a tradução do meu querer
yeah, yeah, baby
je parle français
quebec, dialetos vêm e vão
entre um surto e outro em que gozei
ma chère, já não aguento mais
a tradição desse querer
sábado, 28 de julho de 2007
sexta-feira, 27 de julho de 2007
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Vivendo em um chiqueiro
Essa semana minha mãe precisou fazer uma viagem a trabalho e vai ficar fora por 10 dias, então fiquei em casa sozinha, com um pintor que vem diariamente aqui e SEM empregada, porque a maldita resolve visitar o inferno do interior dela justo agora. Pois bem, no início o único problema da tal “reforma” eram os móveis socados no meio de cada cômodo e corredores, o que me rendeu algumas roxuras no corpo. Depois veio a poeira que foi se acumulando no chão a cada dia que o tal pintor vinha aqui e já tem a marca de pelo menos 2.978 pegadas minha registradas nela. Depois as roupas sujas foram formando pilhas que estão espalhadas pela casa inteira (infelizmente não provenientes de cenas calientes de preliminares sexuais). Como a geladeira - já quase vazia no início - ontem estava acumulando vento, eu resolvi passar no supermercado e comprar alguns yogourts e craem-crackers. O pacote da bolacha, que nunca saiu do meu quarto, divide hoje a cama comigo, dois livros, algumas peças de roupa, três travesseiros e um biquini. Mas beleza, você sempre se encontra na sua bagunça. Ontem, procurando meu prendedor de cabelo, lembrei que tinha deixado cair no canto esquerdo do quarto debaixo da cama, em cima de uma revista. Mas a coisa começou a complicar quando em uma noite, checando meu email depois de um dia de trabalho, eu percebi que estava cercada de uma tonelada de papeis amassados espalhados pelo chão, uma pilha assustadoramente alta de roupas sujas, uma bota meio fedida e alguns copinhos de danone vazios. Foi aí que eu comecei a achar que alguma coisa estava errada...ORGANISMO? plus? alguém? Faxina dançante, que tal? eu banco a birita e agente faz as roupas de banquinho....não? PORRA!Mamãe, se você estiver lendo esse post, por favor VOLTE e refaça de nosso lar um habitat decente.
PS:Esse texto não possui veracidade alguma. Eu sou um exemplo de dona de casa, uma verdadeira Amélia (ela nem era dona de casa, era?).
"Amélia não tinha a menor vaidaaade
Amélia que era mulher de verdaaaaadeeee...."
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Loucuras de um aniversário nada tradicional
Mais uma noite fatídica para o organismo. A bola da vez foi o aniversário da figurinha de riso contagiante, minha vizinha.
Bem, como manda a boa tradição, tudo começa com aquele jantar. Mas, pô, nada de arroz com galinha e bolo de fubá, né? Sugeri então um lugar que vendia uma tal de paella, uma gororoba Argentina eu acho, e que no dia estava em promoção – vamos combinar que não passamos de meras estagiárias, não dá para abusar. Mesmo assim, o resto da noite deve ter acabado com o salário mínimo de nós três e mais dos nossos queridos agregados.
O interessante foi o choque entre mundos da aniversariante. Era uma mesa imensa dividida em dois mundos. O nosso, organismo + plus, nos intitulamos de primeiro mundo. O outro, do lado de lá, era o (carinhosamente apelidado) sub-mundo. Pessoas bacanas, inteligentes e legais. Mas foi comprovado o egoísmo do organismo. Era que nem água e óleo. De um lado nós, falando somente besteira e do outro, reflexões sobre o tempo e espaço, Adorno e a Dialética do Esclarecimento.
Depois da evasão do submundo, o negócio engrenou. Foram praticamente duas grades num bar de uma praça que fica em frente de uma Igreja. Muitas blasfêmias rolaram. Orelhas ficaram quentes, quase fervendo aquela noite. E muita, mas muita sacanagem. Fotos dessa noite e conversas não poderão ser reveladas! Era uma caindo pra cá, outra gritando pra cá, até rolar na grama aconteceu, literalmente, com cenas picantes entre eu a aniversariante que um dos agregados conseguiu registrar, mas não se preocupem que consegui apagar essa foto.
A loucura estava contagiando a todos, a ponto de um agregado louco incorporar um assaltante de meia arrastão na cabeça. E ficou assim por um bom tempo, não me pergunte por que. Danças e risadas, mentiras e verdades, carinhos e mal-tratos, e claro, QUEBEC! Nossa música do coração, que os integrantes Plus fizeram em homenagem ao grupo, rolaram aos montes nessa noite.
- Campai! Campai! – Gritávamos. Só queríamos um motivo, na verdade, para virar um copo de cerveja bem gelado. O motivo mais interessante foi a queda de uma de nós que se levantou para proclamar algo e na hora de sentar de volta...cadê a cadeira?! Para distrair todos da cena ridícula: CAMPAI Porra! Uhu!
Infelizmente chegou o momento de sermos convidados a encerrar a conta do bar. Entramos em crise. Para onde ir naquela hora?! Ora, onde mais se não o Cosa? Chegamos cambaleando e cantando. Muitos olhares estranhos em torno de nós, de velhos querendo ser jovens, ou melhor querendo estar em nosso lugar. Fotos e mais fotos, que jamais serão revelas. Risadas e mais Risadas. Lembro de flashes de todos batucando na mesa , sabe deus gritando o que e mais campai! Putz! Cinco e meia da manhã! Tinha que trabalhar! Mas acho que isso seria um cartão vermelho para mim no Organismo. Em pleno auge da comemoração, não dava. Mas fomos, então, convidados mais uma vez para encerrar a conta. E agora? O cansaço começa a bater e a fome a atacar. Confesso que estava interessada em conhecer um lugar chamado de Locomotiva, onde inocência é o segundo nome.
Mas, para variar, a barriga cheia de álcool e vazia de comida falou mais alto. Café no Ver- o- Peso!!!Esse momento é algo que não se encontra na memória da aniversariante. Gostaria de registrar o porquê mas fui proibida. Uma pena, já que a mesma foi o centro das atenções de toda a Feira do Açaí, por um breve período. Algo memorável que só poderia acontecer nesse dia. Assim terminou um aniversário de alguém do organismo. TODOS bêbados, mesmo eu não querendo admitir isso, lisos de grana, cansados e muito perdidos sobre o que fazer depois. O próximo...só em julho. Aguardem!
Bem, como manda a boa tradição, tudo começa com aquele jantar. Mas, pô, nada de arroz com galinha e bolo de fubá, né? Sugeri então um lugar que vendia uma tal de paella, uma gororoba Argentina eu acho, e que no dia estava em promoção – vamos combinar que não passamos de meras estagiárias, não dá para abusar. Mesmo assim, o resto da noite deve ter acabado com o salário mínimo de nós três e mais dos nossos queridos agregados.
O interessante foi o choque entre mundos da aniversariante. Era uma mesa imensa dividida em dois mundos. O nosso, organismo + plus, nos intitulamos de primeiro mundo. O outro, do lado de lá, era o (carinhosamente apelidado) sub-mundo. Pessoas bacanas, inteligentes e legais. Mas foi comprovado o egoísmo do organismo. Era que nem água e óleo. De um lado nós, falando somente besteira e do outro, reflexões sobre o tempo e espaço, Adorno e a Dialética do Esclarecimento.
Depois da evasão do submundo, o negócio engrenou. Foram praticamente duas grades num bar de uma praça que fica em frente de uma Igreja. Muitas blasfêmias rolaram. Orelhas ficaram quentes, quase fervendo aquela noite. E muita, mas muita sacanagem. Fotos dessa noite e conversas não poderão ser reveladas! Era uma caindo pra cá, outra gritando pra cá, até rolar na grama aconteceu, literalmente, com cenas picantes entre eu a aniversariante que um dos agregados conseguiu registrar, mas não se preocupem que consegui apagar essa foto.
A loucura estava contagiando a todos, a ponto de um agregado louco incorporar um assaltante de meia arrastão na cabeça. E ficou assim por um bom tempo, não me pergunte por que. Danças e risadas, mentiras e verdades, carinhos e mal-tratos, e claro, QUEBEC! Nossa música do coração, que os integrantes Plus fizeram em homenagem ao grupo, rolaram aos montes nessa noite.
- Campai! Campai! – Gritávamos. Só queríamos um motivo, na verdade, para virar um copo de cerveja bem gelado. O motivo mais interessante foi a queda de uma de nós que se levantou para proclamar algo e na hora de sentar de volta...cadê a cadeira?! Para distrair todos da cena ridícula: CAMPAI Porra! Uhu!
Infelizmente chegou o momento de sermos convidados a encerrar a conta do bar. Entramos em crise. Para onde ir naquela hora?! Ora, onde mais se não o Cosa? Chegamos cambaleando e cantando. Muitos olhares estranhos em torno de nós, de velhos querendo ser jovens, ou melhor querendo estar em nosso lugar. Fotos e mais fotos, que jamais serão revelas. Risadas e mais Risadas. Lembro de flashes de todos batucando na mesa , sabe deus gritando o que e mais campai! Putz! Cinco e meia da manhã! Tinha que trabalhar! Mas acho que isso seria um cartão vermelho para mim no Organismo. Em pleno auge da comemoração, não dava. Mas fomos, então, convidados mais uma vez para encerrar a conta. E agora? O cansaço começa a bater e a fome a atacar. Confesso que estava interessada em conhecer um lugar chamado de Locomotiva, onde inocência é o segundo nome.
Mas, para variar, a barriga cheia de álcool e vazia de comida falou mais alto. Café no Ver- o- Peso!!!Esse momento é algo que não se encontra na memória da aniversariante. Gostaria de registrar o porquê mas fui proibida. Uma pena, já que a mesma foi o centro das atenções de toda a Feira do Açaí, por um breve período. Algo memorável que só poderia acontecer nesse dia. Assim terminou um aniversário de alguém do organismo. TODOS bêbados, mesmo eu não querendo admitir isso, lisos de grana, cansados e muito perdidos sobre o que fazer depois. O próximo...só em julho. Aguardem!
terça-feira, 22 de maio de 2007
Os velhos "ricos" de Salinas
Depois de um dia todo de pura sacanagem, resolvemos tomar banho e dar uma voltinha. Tínhamos cansado do garçom tchutchuco, queríamos coisas novas, alguma coisa que fizesse a a noite valer a pena. Enfim, não achamos!
Mas de qualquer forma nos divertimos um pouco. Uma companheira esfomeada devorou uma pizza sozinha (parecia aquelas baleiudas comendo com a mão), tinha catchup no cabelo, na calça, na blusa, na barriga ....Essa cena, por si só, já falava muita coisa. Eu e a outra companheira assistíamos tudo sem interferir nem desconcentrar. Não rimos, nem nos cutucamos, apenas prestamos atenção na cena inédita e assustadora que estávamos presenciando.
Até que nos deparamos com uma mesa cheia de velhos aparentemente ricos. Afinal, eles usavam roupas de ricos, tinham cabelos de ricos, relógios de ricos, sapatos de ricos e tudo mais. Um deles até usava aquelas meias de uma perna só (aquelas que os velhos ricos usam). Percebemos que eles estavam encantados coma performance da nossa amiga e companheira de organismo ao se deliciar com aquela pizza gigante da Cia. Paulista, com bordas de catupiri e sei lá mais o que (ela comeu tão rápido que não deu pra ver o que recheava a pizza).
Começam as trocas de olhares...Calma pessoal o que isso tem demais? Tirando o fato deles serem velhos... Eles podiam ser legais, simpáticos, inteligentes, precisávamos de novos amigos mesmo. Além disso, eles podiam pagar a nossa conta (isso sim seria muito legal). Mas olhamos, olhamos e nada...
Terminamos tudo pagamos a conta (a essa altura não nos importávamos mais se os velhos eram legais ou não...Já não eram úteis). Enquanto aguardávamos o troco eles levantaram para ir embora, ficamos procurando o carro maravilhoso que eles iam entrar, ou a casa, eles podiam morar ali perto (mas tinha que ser bem perto porque do jeito que eram caquéticos não iam conseguir andar muito tempo). Não encontramos nenhum dos dois.
Até que....há alguns metros avistamos um carro, que de tão velho e capenga despertou o nosso lado bom, ficamos com medo de deixar aqueles pobres (pobres mesmo, muito pobres) velhinhos entrarem...Ficamos na expectativa...A minha amiga de organismo, de bom coração, até pensou em oferecer uma carona aos vovozinhos, mas a essa altura estávamos rindo tanto, mas tanto, que desistimos...
Picote 1 – eles vieram pra cá nesse pau velho né? Então eles vão voltar.
Picote 2 – Ah, vai ver isso é mania de velho rico. Esse carro deve ser de estimação.
Picote 3 – Vão se fuder, vamos embora que é melhor!!!!
Era de se esperar. Afinal a nossa amiga, companheira e esfomeada já reconheceu que é musa da ralé!
Mas de qualquer forma nos divertimos um pouco. Uma companheira esfomeada devorou uma pizza sozinha (parecia aquelas baleiudas comendo com a mão), tinha catchup no cabelo, na calça, na blusa, na barriga ....Essa cena, por si só, já falava muita coisa. Eu e a outra companheira assistíamos tudo sem interferir nem desconcentrar. Não rimos, nem nos cutucamos, apenas prestamos atenção na cena inédita e assustadora que estávamos presenciando.
Até que nos deparamos com uma mesa cheia de velhos aparentemente ricos. Afinal, eles usavam roupas de ricos, tinham cabelos de ricos, relógios de ricos, sapatos de ricos e tudo mais. Um deles até usava aquelas meias de uma perna só (aquelas que os velhos ricos usam). Percebemos que eles estavam encantados coma performance da nossa amiga e companheira de organismo ao se deliciar com aquela pizza gigante da Cia. Paulista, com bordas de catupiri e sei lá mais o que (ela comeu tão rápido que não deu pra ver o que recheava a pizza).
Começam as trocas de olhares...Calma pessoal o que isso tem demais? Tirando o fato deles serem velhos... Eles podiam ser legais, simpáticos, inteligentes, precisávamos de novos amigos mesmo. Além disso, eles podiam pagar a nossa conta (isso sim seria muito legal). Mas olhamos, olhamos e nada...
Terminamos tudo pagamos a conta (a essa altura não nos importávamos mais se os velhos eram legais ou não...Já não eram úteis). Enquanto aguardávamos o troco eles levantaram para ir embora, ficamos procurando o carro maravilhoso que eles iam entrar, ou a casa, eles podiam morar ali perto (mas tinha que ser bem perto porque do jeito que eram caquéticos não iam conseguir andar muito tempo). Não encontramos nenhum dos dois.
Até que....há alguns metros avistamos um carro, que de tão velho e capenga despertou o nosso lado bom, ficamos com medo de deixar aqueles pobres (pobres mesmo, muito pobres) velhinhos entrarem...Ficamos na expectativa...A minha amiga de organismo, de bom coração, até pensou em oferecer uma carona aos vovozinhos, mas a essa altura estávamos rindo tanto, mas tanto, que desistimos...
Picote 1 – eles vieram pra cá nesse pau velho né? Então eles vão voltar.
Picote 2 – Ah, vai ver isso é mania de velho rico. Esse carro deve ser de estimação.
Picote 3 – Vão se fuder, vamos embora que é melhor!!!!
Era de se esperar. Afinal a nossa amiga, companheira e esfomeada já reconheceu que é musa da ralé!
*Foto tirada pelo badalado fotógrafo Marcolino Marreteiro da sessão "celebridades" do jornal local de Caiacó.
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Musa da Ralé

Quem nunca passou na frente de uma construção e foi assediada verbalmente por pedreiros na seca? (Se isso não acontece com você, tua situação tá pior que a minha, honey!) Esse tipo de coisa já é factual para a maioria das mulheres, sejam elas bonita, feia, gorda ou magra. Bom, está na hora de admitir. Sou musa da ralé, como disse minha colega de organismo. Recentemente descobri isso quando, ineditamente, um falnelinha ao pedir para limpar o pára-brisa do carro, começou a rasgar elogios finérrimos como "Linda! Mas é muito linda", na minha cara quase que entrando no carro pela janela, mostrando todas as cáries dos dentes com aquele sorriso maroto. Não me contive. Dei um cigarro pra ele ir logo embora e falei "égua, nunca um flanela deu em cima de mim!O negócio ta pegando pro meu lado".
Na conferência do Organismo realizada no último final de semana, no balneário de Salinópolis, num puta hotel onde fritei literalmente até ganhar uma insolação nada artificial na pele, foi onde ganhei o garçom "tchuthuco" - apelido carinhoso que criamos para ele. O figura era todo másculo, cara de ex-presidiário mafioso, com belos pares de olhos verdes, filho bastardo de caminhoneiro gaúcho. A cada cerveja servida, um olhar avassalador. Chegou a gentileza de nos oferecer gratuitamente uma porção de batata fritas do dia anterior, com resto de farofa do prato de um cliente, em homenagem a aniversariante do Organismo. Estava até gostoso! Infelizmente, vamos ter que encomendar a morte dele, porque devido ao excesso de tempo que ele gastou nos rodeando e nos servindo, ele acabou escutando segredos fortíssimos do Organismo, que não podem ser revelados de nenhuma forma. Mas isso ainda vai ser analisado.
Essa tem um tempinho, mas vale a pena relatar. Estava na mesa de um bar, toda arrumadinha, maquiada, pegando aquele vento, sozinha mas não solteira - o que não interessa, sempre queremos ser paqueradas para alimentar nosso ego e saber que ainda estamos podendo. Mas, putz! Isso se tornou impossível quando os únicos que me deram o mínimo de atenção foram os bêbados, hippies e vendedores de amendoim da praça do Carmo. Pera lá!! Saí de lá completamente arrasada, pensando o que eu tinha de errado, o porquê das minhas amigas terem conseguido bilhetinhos de rapazes, que, apesar de parecerem otários, eram pelo menos apresentáveis para a sessão de fotos do jornal de Caiacó. Foi assim que cheguei à conclusão de que sou a musa da ralé!
Agora não pensem que esse meu título não tem suas vantagens. Muito pelo contrário. Em locais como restaurantes, meu charme com os garçons sempre são bem copmpensados à mim. Meu prato vem bem mais caprichado e adubado do que os das minhas amigas, que o diga os cosinheiro do Spoleto .Já até ganhei desconto em pizza por arrasar corações com eles. Mas,o mais bacana mesmo são as caipirinhas excelentes e chops sem colarinho quase transbordando da caneca que valem a pena ser a musa da ralé!
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Não nasci pra ser mulher
Um belo dia dirigindo meu carro a caminho de um bar para encontrar uns amigos, como costume de fim da tarde de um domingo, me dou conta que tinha esquecido de colocar absorvente (palavra que por si só já me irrita!). “SERÁ QUE EU TÔ VAZANDO?”, foi meu pensamento alto que arrancou algumas gargalhadas de minha companheira de organismo que estava no banco do passageiro. Até aí tudo bem...mas seguem os assuntos de menina, como “o que fazer com minhas espinhas”, ou “a partir de amanhã vou passar fome e me matar de malhar!”, ou “que roupa eu vou vestir na festa de sei lá quando”, “depilação, unha e cabelo”. Meu deeeeeeeus, É MUITO DIFÍCIL SER MULHER. Enquanto se proliferam namorados baleiudos que só querem saber de sair pra comer e nem se importam com a dieta de suas namoradas (sempre no menu um belo e gordo filé e nunca uma salada no spoleto), as mulheres seguem fazendo esforços impensáveis por qualquer macho, como se privar de chocolate com pipoca e um copão de coca-cola no cinema, pra se manterem esbeltas e atraentes. Voltando a menstruação: além de sangrarmos em média 5 dias por mês, algumas com dores que chegam obrigá-las a ir pro hospital tendo que enfrentar injeções de Buscopam, ainda temos que nos preocupar com a porcaria do anticoncepcional, o que pra mim nem é uma opção, porque no único mês de experimento do uso da droga eu me transformei em uma maníaca obsessiva compulsiva e histérica (ou seja, numa NiHara) capaz de transformar qualquer um num potencial serial killer. Mas enfim, parece que simplesmente são ossos do ofício que querendo ou não vou ter que aceitá-los, mas não sem dar um bela reclamada antes. Não espero que os homens se solidarizem com as mazelas feminas, até porque não é do feitio deles, mas porra que pelo menos aceitem de bom grado os desabafos e tpms!
sábado, 12 de maio de 2007
Como tudo começou...
Foi uns dias antes do natal do ano de 2006, que surgiu o primeiro encontro, do que seria no futuro, chamado carinhosamente de "ORGANISMO". Uma figura pequena (característica marcante de todos os membros da organização), de cabelos cacheados, risada forte, mas extremamente fechada quanto a adquirir novos membros em um ciclo de amizade - menina, que conheço de longas datas, vizinha do primeiro andar do meu prédio, me pergunta: "Quem é já essa tua amiga da Unama que chamaste para sair com a gente?". Suas feições eram pouco agradáveis, sobrancelha esquerda levantada e biquinho torto para a direita. Tentei tranqüilizá-la afirmando que ela era a única pessoa que me dei bem na minha turma de jornalismo da universidade.
A amiga da Unama entra no carro e a primeira coisa que fala é sobre um puta porre que ela pegou com a mãe em um bar de lésbicas, no centro da capital paraense. Minha vizinha a olha de forma diferente, inclusive com mais respeito, deve ter pensado: "Opa, essa garota deve ser das minhas, álcool é comigo mesmo (outra característica marcante do Organismo)". Eu, por outro lado, me preocupei um pouco de minha vizinha a ter achado meio lesa da cabeça, mas aos pouco percebi que ali iria nascer algo mais profundo, porque não demorou muito para a primeira gargalhada, quando a louca da Unama tira de dentro da bolsa um canudinho em forma de um pinto, nem um pouco bonito, que ela adquiriu nesse tal bar.
Seguimos então a um bar chamado Café Imaginário. Éramos somente nós três no lugar. Como essa era a primeira vez que saía com minha amiga da Unama - já que antes ela namorava um psicopata “stoker”, que a proibia até de respirar - eu mesma analisava o seu comportamento. Queria saber se ela era realmente divertida, apesar do tom de voz escandaloso, que muitas vezes chega a envergonhar. A outra não tava nem aí, porque a conhecia desde a copa de 94, quando ela surgiu saltitante pelo “play” do prédio, com uma meia até o joelho, de cor amarela e verde listrada. Quem a conhece também não consegue imaginar essa cena, mas aconteceu.
Depois de uma noite de bebedeira, em vários outros lugares que paramos, morrendo em uma festa no tal de Café com Arte (é, tem muito ‘cafés’ aqui que de estilo pub não tem nada). No dia seguinte bateu a saudade. No domingo de ressaca, a vizinha queria porque queria que eu fosse buscar a garota da Unama para passar o dia morgando juntas e fuxicando da noite anterior, e isso é algo que se tornou sagrado e acabou virando o “Organismo”. Nem precisou, a louca pegou dois ônibus para chegar ao shopping perto do nosso prédio para ficar com a gente. É, foi amor à primeira vista e nunca pensaria que três pessoinhas pequenininhas, de gênio tão forte, fossem conseguir se aturar por tanto tempo. Sempre pensei que nunca daria certo uma amizade entre pessoas que são tão parecidas na estupidez, quanto diferentes no afeto. Um dia, estávamos à mercê da falta do que fazer, durante um feriado que minha fortíssima memória não recorda. Por isso, acabamos invadindo a casa de um cara que é amigo de um amigo nosso que estava com a gente a procura do que fazer. Nós, que embora estivéssemos entediadas, nunca perdemos a animação (uma lei do organismo, night fever honey!!!) por mais chato que esteja o lugar. Eu e a vizinha entramos no apartamento do figura cantando The Doors, na maior intimidade.Tínhamos que nos divertir de qualquer forma! Quando percebemos, no meio da madrugada, todo mundo já era amigo do peito, cantando e falando merda a noite inteira. Foi nisso que surgiu uma música - tão curta, tão nada a ver, sem sentido, de um refrão só, tosquíssima - que se tornou sagrada em todas essas reuniões com esses caras. Eles só não fazem parte do Organismo simplesmente porque são homens e realmente já fechamos as portas para outras garotas. O ciúme entre nós impera de tal forma que qualquer outra garota que tente se entrosar tem de enfrentar nossos olhares maldosos dizendo "Saí daê porra!!!" ou "Égua da idiota", além de caras e bocas que desconfortam qualquer um. Convenhamos que três já é demais. Mais do que isso é cagada na certa. Muita mulher junta não dá.
O vício do Organismo se tornou tão grande que não tem um final de semana que não nos reunimos, pior, abdicamos das responsabilidades acadêmicas para ficarmos juntas, brigamos com namorados, fugimos de fininho, nos "queimamos" com as mães por chegar de manhã em casa, tudo em nome da organização.
A amiga da Unama entra no carro e a primeira coisa que fala é sobre um puta porre que ela pegou com a mãe em um bar de lésbicas, no centro da capital paraense. Minha vizinha a olha de forma diferente, inclusive com mais respeito, deve ter pensado: "Opa, essa garota deve ser das minhas, álcool é comigo mesmo (outra característica marcante do Organismo)". Eu, por outro lado, me preocupei um pouco de minha vizinha a ter achado meio lesa da cabeça, mas aos pouco percebi que ali iria nascer algo mais profundo, porque não demorou muito para a primeira gargalhada, quando a louca da Unama tira de dentro da bolsa um canudinho em forma de um pinto, nem um pouco bonito, que ela adquiriu nesse tal bar.
Seguimos então a um bar chamado Café Imaginário. Éramos somente nós três no lugar. Como essa era a primeira vez que saía com minha amiga da Unama - já que antes ela namorava um psicopata “stoker”, que a proibia até de respirar - eu mesma analisava o seu comportamento. Queria saber se ela era realmente divertida, apesar do tom de voz escandaloso, que muitas vezes chega a envergonhar. A outra não tava nem aí, porque a conhecia desde a copa de 94, quando ela surgiu saltitante pelo “play” do prédio, com uma meia até o joelho, de cor amarela e verde listrada. Quem a conhece também não consegue imaginar essa cena, mas aconteceu.
Depois de uma noite de bebedeira, em vários outros lugares que paramos, morrendo em uma festa no tal de Café com Arte (é, tem muito ‘cafés’ aqui que de estilo pub não tem nada). No dia seguinte bateu a saudade. No domingo de ressaca, a vizinha queria porque queria que eu fosse buscar a garota da Unama para passar o dia morgando juntas e fuxicando da noite anterior, e isso é algo que se tornou sagrado e acabou virando o “Organismo”. Nem precisou, a louca pegou dois ônibus para chegar ao shopping perto do nosso prédio para ficar com a gente. É, foi amor à primeira vista e nunca pensaria que três pessoinhas pequenininhas, de gênio tão forte, fossem conseguir se aturar por tanto tempo. Sempre pensei que nunca daria certo uma amizade entre pessoas que são tão parecidas na estupidez, quanto diferentes no afeto. Um dia, estávamos à mercê da falta do que fazer, durante um feriado que minha fortíssima memória não recorda. Por isso, acabamos invadindo a casa de um cara que é amigo de um amigo nosso que estava com a gente a procura do que fazer. Nós, que embora estivéssemos entediadas, nunca perdemos a animação (uma lei do organismo, night fever honey!!!) por mais chato que esteja o lugar. Eu e a vizinha entramos no apartamento do figura cantando The Doors, na maior intimidade.Tínhamos que nos divertir de qualquer forma! Quando percebemos, no meio da madrugada, todo mundo já era amigo do peito, cantando e falando merda a noite inteira. Foi nisso que surgiu uma música - tão curta, tão nada a ver, sem sentido, de um refrão só, tosquíssima - que se tornou sagrada em todas essas reuniões com esses caras. Eles só não fazem parte do Organismo simplesmente porque são homens e realmente já fechamos as portas para outras garotas. O ciúme entre nós impera de tal forma que qualquer outra garota que tente se entrosar tem de enfrentar nossos olhares maldosos dizendo "Saí daê porra!!!" ou "Égua da idiota", além de caras e bocas que desconfortam qualquer um. Convenhamos que três já é demais. Mais do que isso é cagada na certa. Muita mulher junta não dá.
O vício do Organismo se tornou tão grande que não tem um final de semana que não nos reunimos, pior, abdicamos das responsabilidades acadêmicas para ficarmos juntas, brigamos com namorados, fugimos de fininho, nos "queimamos" com as mães por chegar de manhã em casa, tudo em nome da organização.
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