Mais uma noite fatídica para o organismo. A bola da vez foi o aniversário da figurinha de riso contagiante, minha vizinha.
Bem, como manda a boa tradição, tudo começa com aquele jantar. Mas, pô, nada de arroz com galinha e bolo de fubá, né? Sugeri então um lugar que vendia uma tal de paella, uma gororoba Argentina eu acho, e que no dia estava em promoção – vamos combinar que não passamos de meras estagiárias, não dá para abusar. Mesmo assim, o resto da noite deve ter acabado com o salário mínimo de nós três e mais dos nossos queridos agregados.
O interessante foi o choque entre mundos da aniversariante. Era uma mesa imensa dividida em dois mundos. O nosso, organismo + plus, nos intitulamos de primeiro mundo. O outro, do lado de lá, era o (carinhosamente apelidado) sub-mundo. Pessoas bacanas, inteligentes e legais. Mas foi comprovado o egoísmo do organismo. Era que nem água e óleo. De um lado nós, falando somente besteira e do outro, reflexões sobre o tempo e espaço, Adorno e a Dialética do Esclarecimento.
Depois da evasão do submundo, o negócio engrenou. Foram praticamente duas grades num bar de uma praça que fica em frente de uma Igreja. Muitas blasfêmias rolaram. Orelhas ficaram quentes, quase fervendo aquela noite. E muita, mas muita sacanagem. Fotos dessa noite e conversas não poderão ser reveladas! Era uma caindo pra cá, outra gritando pra cá, até rolar na grama aconteceu, literalmente, com cenas picantes entre eu a aniversariante que um dos agregados conseguiu registrar, mas não se preocupem que consegui apagar essa foto.
A loucura estava contagiando a todos, a ponto de um agregado louco incorporar um assaltante de meia arrastão na cabeça. E ficou assim por um bom tempo, não me pergunte por que. Danças e risadas, mentiras e verdades, carinhos e mal-tratos, e claro, QUEBEC! Nossa música do coração, que os integrantes Plus fizeram em homenagem ao grupo, rolaram aos montes nessa noite.
- Campai! Campai! – Gritávamos. Só queríamos um motivo, na verdade, para virar um copo de cerveja bem gelado. O motivo mais interessante foi a queda de uma de nós que se levantou para proclamar algo e na hora de sentar de volta...cadê a cadeira?! Para distrair todos da cena ridícula: CAMPAI Porra! Uhu!
Infelizmente chegou o momento de sermos convidados a encerrar a conta do bar. Entramos em crise. Para onde ir naquela hora?! Ora, onde mais se não o Cosa? Chegamos cambaleando e cantando. Muitos olhares estranhos em torno de nós, de velhos querendo ser jovens, ou melhor querendo estar em nosso lugar. Fotos e mais fotos, que jamais serão revelas. Risadas e mais Risadas. Lembro de flashes de todos batucando na mesa , sabe deus gritando o que e mais campai! Putz! Cinco e meia da manhã! Tinha que trabalhar! Mas acho que isso seria um cartão vermelho para mim no Organismo. Em pleno auge da comemoração, não dava. Mas fomos, então, convidados mais uma vez para encerrar a conta. E agora? O cansaço começa a bater e a fome a atacar. Confesso que estava interessada em conhecer um lugar chamado de Locomotiva, onde inocência é o segundo nome.
Mas, para variar, a barriga cheia de álcool e vazia de comida falou mais alto. Café no Ver- o- Peso!!!Esse momento é algo que não se encontra na memória da aniversariante. Gostaria de registrar o porquê mas fui proibida. Uma pena, já que a mesma foi o centro das atenções de toda a Feira do Açaí, por um breve período. Algo memorável que só poderia acontecer nesse dia. Assim terminou um aniversário de alguém do organismo. TODOS bêbados, mesmo eu não querendo admitir isso, lisos de grana, cansados e muito perdidos sobre o que fazer depois. O próximo...só em julho. Aguardem!
segunda-feira, 28 de maio de 2007
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